terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conheça as bruxas mais famosas do cinema

 Em “Abracadabra”, três bruxas do século 17 (Winnie, Sarah e Mary) voltam, acidentalmente, ao presente, assim que seus espíritos são evocados na noite de Halloween
  Anjelica Huston é Eva, uma belíssima mulher que lidera um gigantesco grupo de bruxas; quando tira os sapatos, dedos quadrados, com calos repugnantes são exibidos; quando tira a peruca, uma cabeça cheia de feridas; o pior é quando tira a máscara, que se transforma completamente no mais temível monstro que a Inglaterra já viu; objetivo: transformar crianças em ratos
 Em "As Bruxas de Eastwick", Alexandra Medford (Cher), Jane Spofford (Susan Sarandon) e Sukie Ridgemont (Michelle Pfeiffer) viviam entediadas até conhecerem Daryl Van Horne (Jack Nicholson), que passa a realizar os desejos sexuais das moças
 A perua Elvira, do filme "Elvira, a Rainha das Trevas" não poderia ficar de fora; a morena era apenas a apresentadora de um programa de terror classe F até que herda uma velha mansão de sua tia Morgana; com a casa, a bruxa também ganha um “livro de receitas” que lhe dá poderes para fazer bruxarias
 A amiguinha de Harry Potter, Hermione, também não poderia ficar de fora; a menina é a melhor aluna do seu ano e acredita que tudo o que é necessário saber está nos livros
 Em "Jovens Bruxas", Sarah é uma adolescente que se muda para San Francisco, onde é apresentada a três garotas que lhe ensinam bruxarias
 “Da Magia à Sedução” também traz duas bruxinhas: Sally (Sandra Bullock) e Gilliam (Nicole Kidman); a família carrega a maldição de que os homens que se envolvem com as feiticeiras, acabam mortos...
 Uma das bruxas mais clássicas do cinema atende pelo nome de "Bruxa Má do Oeste" e saiu de dentro do filme "O Mágico de Oz" - a terrível acusou a pobre menina Dorothy de ter matado a irmã dela, a "Bruxa Má do Leste" e prometeu sequestrar a garota
 
Sabrina, a feiticeira, descobre que tem superpoderes no seu aniversário de 16 anos; muitas de suas bruxarias não dao lá muito certo, já que ela é apenas uma aprendiz; seu melhor amigo é um gato preto, chamado Salem

10 bruxas famosas

1 - A bruxa: Em João e Maria ela é conhecida simplesmente como a bruxa. Talvez seja a imagem de bruxa por muitos imaginada: Aquelas que fisgam crianças para serem jogadas no calderão, usando como isca, casas recheadas de doces. Como já sabemos, a torturadora só não contava com a esperteza das crianças para escapar da prisão.
 2 - Jadis, a Feiticeira Branca: Em seu próprio domínio Jadis é formidável, mas descobre que sua magia em grande parte é inútil em outros mundos. Por conta disto a Feiticeira reforça seus poderes e usurpa o trono de Nárnia, usando sua magia para lança-lá num inverno perpétuo. Sua arma mais temida é sua varinha, cujo encanto é capaz de transformar as pessoas em pedras. que em seguida são usadas como peças de decoração de seu castelo.
3 - Mombi: Um bruxa velha e má que aparece no livro A Terra Maravilhosa de OZ, e é um dos personagens mais significativo de L. Frank Baum. Também é chamada de Bruxa má do Norte. Mombi não pode ser considerada uma bruxa, mas uma maga muito boa em criar ilusões realistas. Ela era guardiã de Tip, até que ele fugiu. Ela comprou o mágico Pó da Vida do Dr. Nikidik, e trouxe João Cabeça-de-Abóbora à vida com ele. No filme Return to Oz, o personagem de Mombi foi combinado com a Princesa Langwidere do terceiro livro, Ozma of Oz, compondo a Princesa Mombi. Ela é mostrada como sendo uma Cockney. Mombi e Tip também fazem uma aparição na segunda novela de Oz do escritor Gregory Maguire, Son of a Witch.
4 - As esquisitonas: O trio de irmãs criadas por Shakespeare em MacBeth são profetisas que preveem a ascensão do rei.
5 - Hermione: Uma bruxa que foge do estereótipo das bruxas, mesmo assim uma bruxinha com maior jeito de nerd, mandona e exigente consigo mesmo e com os outros, e uma personagem que só não é a principal da saga, por causa de um tal Harry Potter, embora ela seja quase tão poderosa quanto ele…

 
6 - Maharet e Mekare: Irmãs gêmeas e poderosas bruxas que viviam em um belo vale não muito longe do Egito seis mil anos atrás. Elas tinham cabelos ruivos encaracolados e olhos verdes. Eram bruxas hereditárias que poderiam se comunicar com espíritos e isso atraiu a atenção de Akasha , a jovem rainha de Kemet (agora conhecido como o Egito).
 
7 - Morgana: Não é porque ás vezes preceder em seu nome aparecer a expressão fada que isto lhe impute ser boa pessoa. Morgana é de fato uma poderosa bruxa, de grande importância nas lendas arthurianas, em Harry Potter é relacionada com experiências com magia negra.
 
8 - Cuca: A velha em forma de jacaré e que adora roubar crianças desobedientes é a bruxa mais famosa da literatura brasileira, e um dos inesquecíveis personagens de Monteiro Lobato em seu Sítio do Pica-pau amarelo;
9 - Alexandra Spofford: Uma das bruxas de Eastwick que é levada pelo misterioso Darryl a brincar com seus poderes criando um escândalo na cidade;
 
10 - Otti Gribble: era uma bruxa, um desapontamento para os pais, mas um encanto aos leitores. Em O segredo da Plataforma 13, ao contrário de suas irmãs não era feia – ou bonita para os seus – e um tanto atrapalhada com seus feitiços

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Receitas Afrodisíacas


* Chá de Ervas Revitalizante


Caramelize 4 colheres de açúcar, junte 2 colheres de sopa de gengibre, cravo , canela , 1 rodela de limão.
Junte 1 1/2 xícara de água e deixe ferver por quinze minutos.
Coe e sirva bem quente.


* Vinho Afrodisíaco

Coloque gelo picado numa coqueteleira de metal e adicione vinho branco e uma colher de sopa de mel.
Agite vigorosamente. Sirva em taças de vinho com mel na borda.

Feitiços de saúde

 
Feitiço para prolongar a vida
Para realizar este feitiço preparemos um chá com a erva “sempreviva”. Antes de o beber-mos, devemos pronunciar a seguinte formula:

“Doenças e tremores,
Mal-estares e dores,
Façam o vosso trabalho pois
Eu vou sempre viver."

Feitiço para ser saudável
Devemos ferver água. Uma vez fervendo, pomos nela um pouco de alecrim, tomilho e lavanda. Um pouco de cada. A água a pouco e pouco se vai consumindo. Uma vez que tenha desaparecido por metade, coloca-a numa garrafa vazia. A poção obtida é muito benéfica para sarar as feridas.
E como utilizá-la? Põe um pouco deste líquido na água da banheira, quando a pessoa doente vai tomar banho. Enquanto está a tomar banho, acende uma vela abençoada e pede à deusa que te devolva a saúde perdida.

Feitiço para melhorar a saúde
Primeiro de tudo precisas de: uma vela abençoada celeste ou rosa (celeste se o doente é homem ou rosa se é mulher), uma garrafa de óleo da saúde e uma foto da pessoa doente.
Tendo isto tudo, começamos com o ritual. Começaremos por agarrar na vela com os dedos das mãos ensopados com o óleo da saúde. Esfregamos toda a vela com os nossos dedos visualizando ao mesmo tempo uma energia curadora em forma de luz que flui dos nossos dedos até à vela. Enquanto fazemos isto, devemos pronunciar a seguinte fórmula:

“Pelo divino nome da deusa que nos dá vida
Consagro esta vela como uma ferramenta mágica de cicatrização”.
Quando o tivermos pronunciado, colocaremos a vela acesa em cima da foto da pessoa doente. À medida que a vela se vai consumindo, nós devemos concentramo-nos na pessoa e imaginar que a sua saúde melhore. Ao mesmo tempo, citaremos o seguinte ritual:

“Cicatrização mágica. Enquanto a vela se queima,
A doença desvanece e a saúde volta”.
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cuidado!!

Feitiço para atrair a Felicidade

 
 MATERIAL NECESSARIO

1 vela amarela
1 pano branco bem bonito
agua, mel ou açucar ou confeitos



A felicidade é algo a ser buscado constantemente, por isso se houvesse uma forma de atraí-la, muito de nosso trabalho seria poupado. Os eruditos nao acreditam, mas a sabedoria popular já deu soluçao para esse problema.
A felicidade pode ser um estado de espírito constante em sua vida se voce se habituar a acender uma vela amarela todo domingo de manha, logo após o nascer do sol, ofertando-a ao seu Anjo da Guarda, para que se encarregue de trazer a felicidade até voce.

Como toda simpatia que envolva a evocaçao de um Anjo, ela deve ser feita criteriosamente e com um mínimo de preparaçao, que, no caso dos Anjos da Guarda.




MODO DE FAZER


forrar um objeto ou um móvel de madeira com uma toalha branca,ou usar o seu altar se tiver
pôr um copo de água e algo doce, que pode ser mel, açúcar ou confeitos de um modo geral, juntamente com um pires onde será acesa a vela.



Nota: A mais antiga referencia ao uso da cor amarela ligada a felicidade lembra que, na antigüidade, quando eram realizadas as festas da colheita para agradecer aos deuses pelo alimento precioso, havia uma dança chamada "Dança das Virgens do Trigo", feita por sete virgens ao redor de uma fogueira. Essas virgens se vestiam de véus amarelos e a coreografia da dança procurava imitar as hastes maduras do trigo ondulando ao vento. Em algumas regioes da Europa essa tradiçao ainda é preservada de forma folclórica e as moças que participam da dança sao chamadas de "Felicidades".

LUZ E HARMONIA
 

As 13 metas da Wicca


1. Conhecer a si mesmo.

2. Saber a sua arte.

3. Aprender e buscar conhecimento sempre.

4. Usar o que você aprendeu corretamente.

5. Manter o balanço (equilíbrio) de todas as coisas.

6. Manter suas palavras verdadeiras.

7. Manter seus pensamentos verdadeiros.

8. Celebrar a vida.

9. Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra.

10. Manter seu corpo saudável e forte.

11. Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito.

12. Meditar, relaxar e se controlar.

13. Honrar a Deusa e o Deus em todos os momentos.
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A Magia das Mandalas


O que é Wicca?

Deuses Celtas

Principais Deuses e Deusas Celtas
Os celtas não misturavam panteões de outras culturas e nem cultuavam Deuses celtas de outras tribos, apesar das semelhanças, cada ramo celebrava seus Deuses locais seguindo apenas as referências das tradições pertencentes a sua terra natal, com exceção de algumas divindades pan-célticas.
As Deusas e os Deuses celtas possuíam características próprias e distintas, conforme seus atributos. Relatos vindos de antigos ancestrais nos esclarecem que as tradições eram passadas de boca a ouvido, centrados nas esferas do Céu, da Terra e do Mar!
A seguir, alguns dos principais Deuses Celtas e suas tradições.
Mitologia Irlandesa
- Áine: Deusa do amor, da fertilidade e do verão. Rainha dos reinos feéricos dos Tuatha de Danann, conhecida como "Cnoc Áine" (Monte de Áine) é a soberana da terra e do sol, associada ao solstício de verão, às flores e as fontes de água. Áine (Enya) - filha de Manannán Mac Lir - representa a luz brilhante do verão. Como uma Deusa solar, podia assumir a forma de uma égua vermelha.
- Angus Mac Og / Oengus: Deus da juventude, do amor, da beleza e da inspiração poética, um Tuatha de Danann. Era filho de Dagda e Boann e, assim como o pai, possuía uma harpa mágica, que produzia um som doce e irresistível. Foi associado à "Brugh na Bóinne" (Newgrange - Irlanda). Angus se apaixonou por uma linda jovem do Sídhe, mas somente a via em sonhos. Essa é uma lenda que faz parte do Ciclo Mitológico Irlandês, conhecida como: o Sonho de Oengus.
- Badb: Deusa da guerra, dos campos de batalha e das profecias. Era conhecida como: o Corvo de Batalha ou a Gralha Escaldada. Com suas irmãs, Macha e Morrighan, formava um trio de Deusas guerreiras, as filhas da Deusa-mãe Ernmas, que morreu em "A Primeira Batalha de Magh Turedh", conto que descreve como os Tuatha Dé Danann tomaram a Irlanda dos Fir Bolg. Badb rege a morte, a sabedoria e a transformação.
- Bilé: Considerado o pai dos Deuses e dos homens. Companheiro de Dana e pai de Dagda, o principal líder dos Tuatha Dé Danann. Alguns mitos dizem que ele era o antepassado dos Milesianos, último grupo de soldados liderados por Mil Espáine, que invadiram a Irlanda na época de Beltane e derrotaram os Tuatha de Danann. Bilé é o Deus do Outro Mundo, considerado o "primeiro ancestral", associado às fogueiras da purificação. Na tradição irlandesa "Bilé" significa "Árvore Sagrada", que pode representar uma árvore real ou um ponto de referência central a um local religioso ou altar.
- Brigit / Brigid / Brighid / Brig: Deusa reverenciada pelos Bardos, tanto na Irlanda como na antiga Bretanha, cujo nome significa "Luminosa, Poderosa e Brilhante". Brighid, a Senhora da Inspiração, era filha de Dagda, associada à Imbolc e as águas doces de poços ou fontes, que ficam próximos às colinas. É a Deusa do fogo, da cura, do lar, da fertilidade, da poesia e da arte, especialmente a dos metais. Brighid também é uma Deusa guerreira, conhecida como "Bríg Ambue", a protetora soberana dos Fianna. Brighid era consorte de Bres e mãe de Ruadan, que foi morto ao espionar os Fomorianos. Ela sentiu profundamente a morte do filho, dando origem ao primeiro lamento poético de luto irlandês, conhecido como keening.
- Boann / Boand / Boyne: Deusa que deu nome ao rio Boyne, na Irlanda, descrito nos poemas "Dindshenchas" - lendas relacionadas à origem dos nomes dos lugares sagrados da Irlanda - do Ciclo Mitológico Irlandês e na lenda do "Salmão da Sabedoria". É mãe de Angus Mac Og com o grande Dagda. Era esposa de Nechtan ou Echmar, que fez uma viagem de apenas um dia e uma noite quando, na verdade, a viagem durou nove meses. Dagda usou seu poder para esconder o adultério de Boann. É a Deusa da fertilidade, da abundância e da prosperidade.
- Cailleach: É a Deusa da terra e das rochas, diz a lenda que ela criou os morros e as montanhas a sua volta, ao atirar pedras em um inimigo. Na mitologia irlandesa e escocesa é conhecida também como a "Cailleach Bheur", que significa mulher velha, às vezes, descrita de capuz com o rosto azul-cinzento. Geralmente é vista como a Deusa da última colheita (Samhain), dos ventos frios e das mudanças, aquela que controla as estações do ano, a Senhora do inverno.
- Dagda: Deus da magia, da poesia, da música, da abundância e da fertilidade. No folclore irlandês, Dagda era chamado de "O Bom Deus", possuía todas as habilidades sendo bom em tudo, "Eochaid Ollathair" (Pai de todos) e "Ruad Rofhessa" (Senhor de Grande Sabedoria), considerado mestre de todos os ofícios e senhor de todos os conhecimentos. Consorte de Boann, teve vários filhos, entre eles Brighid, Angus, Midir, Finnbarr e Bodb, o Vermelho. Dagda tinha um caldeirão mágico, o Caldeirão da Abundância, que nunca se esvaziava e uma harpa de carvalho chamada "Uaithne", que fazia com que as estações mudassem, quando assim o ordenasse. Além disso, tinha um casal de porcos mágicos que podiam ser comidos várias vezes e que sempre reviviam, bem como, um pomar que, independente da estação, dava frutos o ano todo.
- Dana / Danu / Danann: Considerada a principal Deusa Mãe da Irlanda e do maior grupo de Deuses, os Tuatha Dé Danann, o Povo de Dana ou o Povo Mágico (Daoine Sidhe), a tribo dos seres feéricos. A Terra de Ana (Iath nAnann), às vezes, é identificada como Anu ou Ana, seu nome significa "Conhecimento". Era consorte de Bilé e mãe de Dagda. Em Munster, na Irlanda, Dana foi associada a dois morros de cume arredondados, chamados de "Dá Chich Anann" ou "Seios de Ana", por se parecem com dois seios. É a Deusa da fertilidade, da terra e da abundância.
- Dian Cecht / Diancecht: Deus da cura foi o grande médico e curador dos Tuatha Dé Danann, responsável pela restauração do braço de Nuada por um outro braço de prata. Diancecht era irmão de Dagda e teve vários filhos, entre eles Airmid, Etan, Cian, Cethé, Cu e Miach. Seu nome significa "Rápido no poder".
- Erin / Eriu: Filha de Fiachna e Ernmas, descrito no Lebor Gabála Érenn (Livro das Invasões). Junto com suas irmãs Banba e Fotla, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha Dé Danann, que deu seu nome à Irlanda, através de uma promessa feita por Amergin, após a invasão dos Milesianos.
- Flidais: Deusa da floresta, dos bosques, da caça e das criaturas selvagens, representa a força da fertilidade e da abundância. Viajava numa carruagem puxada por cervos e tinha uma vaca mágica que dava muito leite. Seu nome significa "Doar", elucidado no conto de "Táin Bó Flidais" - O Roubo do Gado de Flidais. Tinha o poder de se metamorfosear na forma de qualquer animal.
- Goibniu / Goibhniu: Era o grande ferreiro, construtor e mestre da magia. Goibniu, junto com Credne e Luchta, formavam os três artesãos divinos, conhecidos como os "Trí Dé Dána". Foi quem forjou todas as armas dos Tuatha Dé Danann e criou o novo braço para o rei Nuada. Suas armas sempre atingiam o alvo e a ferida provocada por elas, era fatal. Deus dos ferreiros, das habilidades culinárias e do trabalho com metais em geral.
- Lir / Lear: No folclore irlandês, Lir era o Deus do mar, considerado também, o Senhor do submundo (o mundo dos ancestrais), da magia e da cura. Lir era pai de Manannán Mac Lir e das crianças Fiachra, Conn, Fingula e Aod, que foram transformadas em cisnes por causa do ciúme da sua madrasta Oifa, nos contos do Ciclo Mitológico Irlandês, conhecido como: O Destino dos Filhos de Lir.
- Lugh / Lug / Lugus: Um dos grandes heróis da mitologia irlandesa, Lugh era filho de Cian (neto por parte dos Dananns de Dian Cecht) e de Ethniu, filha de Balor, rei dos Fomorianos. Uma profecia dizia que Balor seria morto por seu neto. Para evitar esse destino, mandou dar fim nos netos, mas Lugh sobreviveu e foi criado por Tailtiu, sua mãe adotiva. Sua festividade é Lughnasadh, a festa da primeira colheita. Ficou conhecido como "Lugh Lámfada" - Lugh dos braços longos e "Lugh Samildanach" - Lugh, o artesão múltiplo. Lugh é o Deus dos ferreiros, cujo domínio incluía a magia, as artes e todos os ofícios em geral, seu nome significa "Luz" - belo como o Sol. Guardião da espada mágica e da lança invencível, vinda da cidade de Gorias, um dos quatro tesouros dos Tuatha Dé Danann.
- Macha: Deusa da fertilidade e da guerra, filha de Ernmas, junto com as irmãs Badb e Morrighan, podia lançar feitiços sobre os campos de guerra. Após uma batalha os guerreiros cortavam as cabeças dos inimigos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de a "Colheita de Macha". É a Deusa dos equinos, que durante a gravidez foi forçada a uma corrida de cavalos. Quando chegou ao final, entrou em trabalho de parto e deu à luz a gêmeos. Antes de morrer, Macha colocou uma maldição sobre os homens da província para que em tempos de opressão e maior necessidade, eles sofreriam dores como as de um parto.
- Manannán Mac Lir: Filho de Lir, também é considerado um Deus do mar e do Outro Mundo, homenageado como uma das principais divindades marítimas pelos irlandeses e reverenciado como protetor dos marinheiros. Viaja pelo mar muito mais rápido que o vento em um barco mágico puxado por um cavalo chamado Enbharr, que significa "Espuma de água". Mestre na mudança de forma, Manannán era uma divindade popular entre os Bardos e todos aqueles que praticavam a adivinhação. Quando os Dananns foram derrotados pelos Milesianos, foi Manannán quem os levou à "Terra da Juventude", Tir na nÓg, através de colinas subterrâneas, o Sídhe. Ele tinha uma armadura que dizia ser impenetrável e uma capa mágica do esquecimento e da invisibilidade.
- Morrigu / Morrigan / Morrighan: É a Grande Rainha "Mor Rioghain", na mitologia irlandesa, da tribo dos Tuatha Dé Danann. Senhora da Guerra, possuía uma forma mutável e o poder mágico de predizer o futuro. Reinava sobre os campos de batalha e junto com suas irmãs Badb e Macha eram conhecidas pelo nome de "Três Morrígans", relacionadas à triplicidade que, para os celtas, significava a intensificação do poder. Associada aos corvos, ao mar, as fadas e a guerra, além da associação à Maeve, rainha de Connacht, casada com o rei Ailill e a Morgana, das lendas arthurianas. Podia mudar sua aparência à vontade, como em um lobo cinza avermelhado. Nos mitos relacionou-se com Dagda e apaixonou-se pelo grande herói celta, CuChulainn, que despertou toda sua fúria, ao rejeitá-la. Deusa da morte e do renascimento, da fertilidade, do amor físico e da justiça.
- Nuada: No folclore irlandês, era reverenciado como rei e grande líder dos Tuatha Dé Danann. Possuía uma espada invencível, vindo da cidade de Findias e que fazia parte dos Tesouros de Dananns. Na primeira Batalha de Magh Turedh perdeu o braço ou a mão, órgão que foi restituído, mas fez com que ele perdesse o trono da tribo. Ficou conhecido como "Nuada, Braço de Prata" ou "Nuada, Mão de Prata". Nuada era o Deus da justiça, cura e renascimento; irmão de Dagda e Dian Cecht.
- Ogma / Oghma: Deus da eloqüência, da vidência e mestre da poesia que, na tradição irlandesa, segundo o "Livro de Ballymote", foi quem inventou o alfabeto oracular "Ogham", utilizado pelos antigos Druidas, baseado em árvores sagradas. Ogma, meio-irmão de Dagda, Bres e Lugh, era um guerreiro, retratado como um ancião com sorriso no rosto, vestindo casaco de pele e carregando um arco e bastão.
- Scathach / Scatha / Scath: Seu nome significa a "Sombra", aquela que combate o medo. Deusa guerreira e profetisa que viveu na Ilha de Skye, na Escócia. Ensinava artes marciais para guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era dura e impiedosa. Considerada a maior guerreira de todos os tempos foi a responsável por treinar CuChulainn.
Mitologia Galesa
Para um melhor entendimento, devemos observar que o termo Galês se refere aos povos que habitavam o País de Gales.
- Arawn: É o rei de Annwn ou Annwfn (Outro Mundo), o submundo na tradição galesa, que é visto como um castelo sobre o mar "Caer Siddi" - Castelo de Fadas ou "Caer Wydyr" - Palácio de Vidro. Como Tir na nÓg, Annwn era um lugar de doçura e encanto. Arawn possuía um caldeirão mágico, descrito no poema do Bardo Taliesin, em "Os Espólios de Annwn", em que descreve a viagem de Arthur e seus companheiros, ao Outro Mundo, para resgatarem o Caldeirão da Abundância.
- Arianrhod: Era filha de Dôn e Belenos, irmã de Gwydion, seu nome significa "A Roda de Prata", a virgem que dá à luz os filhos Lleu e Dylan, depois de passar num teste de magia feito pelo seu tio, Math. Arianrhod é a Deusa das iniciações, da terra e da fertilidade, na tradição galesa. Senhora do renascimento, vivia num castelo estelar chamado "Caer Arianrhod", associada à constelação Corona Borealis, retratada nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Arddhu / Atho: O "Escuro" no folclore galês, que representa Green Man, o Deus da natureza - o Grande Corvo Divino - uma divindade que habitava as matas e as florestas. Deus dos bosques e animais, da fertilidade e da renovação. É representado por um homem com o rosto todo coberto por folhas verdes, descrito no romance Arthuriano em "Sir Gawain e o Cavaleiro Verde".
- Blodeuwedd / Blodeuedd: Foi feita a partir de nove tipos de flores silvestres, por Math e Gwydion, para ser a esposa de Lleu (filho de Arianrhod), que depois foi transformada em coruja por causa da sua traição contra o marido. Seu nome significa "Rosto de Flor", representada muitas vezes, como um lírio branco. Deusa do amanhecer nos mitos galeses, é retratada nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Bran: O "Abençoado", Bran era um dos grandes heróis do ciclo galês. Filho de Llyr, irmão de Manawydan e Branwen. Bran era um gigante, muito mais alto que uma árvore. Ao ser mortalmente ferido na coxa em um combate e, por ser muito grande, pediu que cortassem sua cabeça, que se manteve viva por algum tempo. Bran possuía o Caldeirão do Renascimento, com propriedades de restaurar a vida dos mortos. Associado aos corvos, Bran é o Deus da guerra, da caça e da música.
- Branwen: Era esposa do rei da Irlanda Matholwch, que foi punida pelo marido ao insultar o povo irlandês, mutilando seus cavalos. Branwen foi obrigada a trabalhar como copeira e da sua cozinha-prisão, treinou um estorninho para levar mensagens de volta ao País de Gales, descrevendo sua situação e pedindo ajuda. Bran liderou uma expedição para resgatá-la, mas foi ferido mortalmente e Branwen morreu de tristeza ao saber. Branwen é a Deusa galesa do amor, da soberania e da justiça, descrita nos contos do Mabinogion em "Branwen, a Filha de Llyr".
-Beli: É consorte de Dôn, conhecido também como Beli Mawr. Beli é um antigo Deus galês, considerado como um grande líder e o maior ancestral dos galeses. Corresponde a Belenus para os gauleses e Bilé para os irlandeses.
- Cerridwen / Ceridwen / Kerridwen: Esposa de Tegid Voel, o Calvo, mãe da linda donzela, Creirwy, Morvran e do feio rapaz, Afagddu. As lendas nos contam que Merlin pode ter sido o sucessor do Bardo Taliesin que, na forma de Gwyon, nascera de Cerridwen e se tornara um grande mago, após tomar, acidentalmente, algumas gotas da poção do conhecimento que Cerridwen preparava para o filho Afagddu, no Caldeirão da Inspiração, conhecido como Awen, descrito em "Taliesin". Por isso, os Bardos galeses chamavam a si mesmos de "Cerddorion", os filhos de Cerridwen. O caldeirão é um dos principais símbolos de Cerridwen, associado à fertilidade, a regeneração, a mudança de forma e ao renascimento.
- Dôn: A Deusa-mãe galesa é consorte de Beli, filha de Mathonwy e irmã de Math, nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy". Dôn era mãe de Amathon, Arianrhod, Gilvaethwy, Govannon, Gwydion e Nudd. É considerada Deusa da terra, da fertilidade e da abundância.
- Dylan: Filho das ondas do mar, o menino dos cabelos de ouro é o Deus do mar para os antigos galeses. Filho de Arianrhod, irmão gêmeo de Lleu e sobrinho de Gwydion. Seu símbolo é um peixe prateado, dos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Gwydion: Filho de Dôn foi o grande Druida dos Deuses, mestre da magia e das ilusões. Regia as mudanças de forma, a poesia e a música. Gwydion era irmão de Arianrhod e provavelmente, pai dos seus filhos, Lleu e Dylan. Foi ele quem ajudou Lleu a superar as maldições da sua mãe, além de ajudar a criar uma esposa (Blodeuwedd) para o sobrinho, do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Modron: Deusa-mãe galesa, seu nome significa "Mãe". Modron era a mãe de Mabon, mencionado no conto de "Culhwch e Olwen". É a Deusa da terra e da fertilidade.
- Lleu: Era irmão gêmeo de Dylan, filho de Arianrhod, sobrinho de Gwydion e consorte de Blodeuwedd. Deus da terra, seu nome significa "Luz" e foi associado ao Sol, nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Llyr: Antigo Deus galês do mar, equivalente a Lir, o Deus irlandês do mar. Consorte de Penardun, filha de Dôn, é o pai de Manawydan, - descrito nos contos do Mabinogion em "Manawyddan, o Filho de Llyr" - Bran e Branwen.
- Mabon: Deus da juventude, do amor e das nascentes dos rios. Mabon era filho da Deusa Modron e de acordo com os mitos galeses, foi sequestrado de sua mãe, quando tinha apenas três noites de vida, conforme os contos do Mabinogion em "Culhwch e Olwen". É ele quem ajuda Arthur na caça ao javali com sua magia, após ser libertado de "Caer Loyw", o Castelo Brilhante.
- Rhiannon: A grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. É a Deusa dos encantamentos e da fertilidade, equivalente a Macha, na mitologia irlandesa e Epona, na mitologia gaulesa. Rhiannon teve seu filho roubado logo que ele nasceu e foi acusada, injustamente, por sua morte. O bebê foi achado, anos depois e restituído a sua mãe, que passou a chamá-lo de Pryderi, descrito nos contos do Mabinogion em "Pwyll, Príncipe de Dyfed".
Mitologia Gaulesa
O termo Gaulês se designa a um conjunto de povos celtas que vieram de Gales e povoaram a Gália, que atualmente, corresponde aos territórios que vão da França, à Bélgica e à Itália setentrional. 
- Bel / Belenus / Belenos: Seu nome significa "Brilhante", é considerado o Deus do fogo e da luz, nos mitos gauleses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane e está relacionado às fogueiras que são acesas em colinas para promover a purificação. Foi associado à Beli na tradição galesa e a Bilé na tradição irlandesa.
- Cernunnos: Um dos mais antigos Deuses celtas, encontrado tanto entre os celtas continentais como os insulares. Deus da fertilidade, dos animais, do amor físico, da natureza, dos bosques e da abundância.  Seu nome é pronunciado como se tivesse um "k" - Kernunnos. É representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido, de barba, nu e usando apenas um torque (colar celta) no pescoço ou ainda por um homem de chifres, como no Caldeirão de Gundestrup, que tem os seguintes símbolos: um torque em sua mão direita e a serpente na mão esquerda, rodeado por um veado à sua direita e um javali à sua esquerda. Cernunnos é o Guardião do Mundo Verde, conhecido como Green Man.
- Epona: Deusa gaulesa protetora dos cavalos, seu nome significa "Cavalo". Foi representada montada num cavalo ou numa égua, rodeada por potros e cavalos. Epona é a Deusa da fertilidade, da maternidade, da abundância e dos animais, associada a proteção, prestígio e poder. Podemos identificá-la com Rhiannon, na tradição galesa, e Macha, na tradição irlandesa.
- Sucellus: Deus gaulês da fertilidade, da cura e das florestas. Considerado como o rei dos Deuses na mitologia gaulesa, seu nome significa "Atacante". Usava uma coroa de folhas na cabeça, acompanhado por um cão de caça e carregava um grande martelo, usado para bater na terra e acordar as plantas, anunciando o início da primavera.
- Taranis / Taranos: É do Deus do trovão e dos relâmpagos, na mitologia gaulesa. Dizem as lendas que Taranis cruzava os céus numa carruagem de fogo, produzindo raios através das fagulhas que saíam dos cascos dos cavalos e o ruído do trovão através das rodas da carruagem. Mestre da guerra, seu símbolo é a roda, e que junto com Teutates e Esus formavam uma tríade das principais divindades guerreiras da Gália.

A Festa de Bricriu

 


                                           
Bricriu Nemthenga (Bricriu, a língua vene­nosa), convidou Conchobar e as homens do Ulster para uma festa magnífica, numa linda casa, concebida especial­mente para a ocasião. No lado oposto, Bricriu construiu uma pequena casa com grandes janelas de vidro, de for­ma que pudesse ver o seu interior, pois sabia que os homens do Ulster não permitiriam jantar com eles.
Antes da festa, Bricriu visitou Loegaite, Conall Cernach e CuChu­lainn, três dos maiores heróis do Ulster, e falou-lhes de um prêmio que, na sua festa, estaria reservado para o campeão dos campeões: “Tu serás rei de toda a Irlanda”, disse Bricriu a cada um dos heróis, “se ganhares o prêmio de campeão. Receberás um caldeirão, suficien­temente grande para conter três guer­reiros, cheio de vinho."
- "Terás também um varão alimentado durante sete anos a leite e cereal na Primavera, coalho e leite fresco no Verão, trigo e bolota no Outono, e carne e caldo no Inverno. E terás uma bela vaca que durante sete anos será alimentada a urze e leite, erva do prado e cereais. E terás, além disso, uma centena de grandes bolos de me! E este é o prêmio só a ti destinado, pois só tu és o maior dos homens do Ulster. Deves reclamar o prêmio logo que a festa comece.” Assim tentou Bricriu cada um dos heróis e voltou para terminar a preparação da festa.
Os homens do Ulster chegaram no dia aprazado para a festa, ocupando cada homem e cada mulher o seu lugar na grande sala de acordo com a sua hierarquia. Quando todos estavam prontos, os músicos começaram a tocar e Bricriu anunciou: “Esta ali o dote reservado para o campeão. Que ganhe o melhor!” E, com estas palavras, deixou a sala e entrou na outra casa.
Como Bricriu esperara, começou imediatamente uma discussão entre Loegaire, Conall Cernach e CuChulainn e em breve os três guerreiros entravam em luta. Conchobar meteu-se entre eles e Senchae, que era o mais velho e o mais sensato de todos os homens do Ulster, disse: “Não deveríamos ter de lutar durante a festa. Hoje à noite, o dote será dividido entre os três, e amanhã pediremos a Ailill, rei de Connaught, para decidir a disputa.” Todos concordaram com estas palavras de sensatez e em breve todos se ficaram felizes a beber.
Entretanto, na casa pequena, Bricriu estava a maquinar como poderia por as mulheres importantes do Ulster umas contra as outras. Nesse momento, Fedelm, mulher de Loegaire, saiu de casa. “Por certo”, disse Bricriu, “tu és a mulher do maior herói da Irlanda. Se levares as mulheres do Ulster de regresso a casa esta noite, serás para sempre a primeira dama do Ulster.”
E Bricriu fez a mesma promessa a Lendabair, mulher de Conall Cernach e a Emer, mulher de CuChulainn. Chegou à altura das mulheres voltarem a juntar-se aos seus maridos na sala. Começaram a caminhar num passo imponente, mas, à medida que a casa ficava mais perto, apressaram-no cada vez mais, até terem de levantar os vestidos e correr. Os homens ouviram a agitação e, pensando que estavam a ser atacados, trancaram as portas da sala. As mulheres bateram repetidas vezes, do lado de fora, pois cada uma delas queria tornar-se a primeira dama do Ulster. CuChulainn usou a sua enorme força para levantar uma parede da casa e, assim, Emer conseguiu entrar a sala da festa e reclamar o seu prêmio.
A festa continuou, mas em breve os três herós e as suas mulheres começaram novamente a brigar por causa do prêmio do campeão. Foi decidido que os três deveriam ir, nos seus carros, falar ao rei de Munster, Cu Roi, filho de Daire, ou a Ailill e Medb, rei e rainha de Connaught, um destes decidiria a disputa. Cada um deles correu a desfilada para oeste, por montes e vales, em direção ao Connaught e Munster, tremendo o solo à sua passagem.
Da cidadela, em Cruachu, Medb ouviu o ruído e pediu a sua filha, Findabair, que fosse para a torre da porta de entrada e descrevesse quem estava a chegar com tal fúria. “O primeiro carro vejo um homem de cabelo comprido; usa-o em tranças e da raiz as pontas muda de cor, de castanho a vermelho-sangue e a amarelo-dourado.”
- “É certamente Loegaire”, disse Medb, “e vai chacinar todos em Cruachu.”
- “No carro seguinte, de pé, esta um homem com um cabelo encantador; como a crina dos seus cavalos, está entrelaçada e o seu rosto brilha com matizes vermelhos e brancos. Usa uma capa azul e carmesim e traz um escudo com rebordo de bronze e bojo amarelo; na outra mão empunha uma lança de um vermelho-ardente e os pássaros volteiam violentamente à sua volta.”
- “Esse deve ser ConallCernach", disse Medb, “e vai cortar-nos a todos aos bocados.”
- “E o terceiro carro”, continuou Findabair, “é puxado pelos mais velozes dos cavalos: um é cinzento e o outro preto, e correm mais depressa do que os pássaros e resfolgam clarões e relâmpagos. E o guerreiro é um homem triste, moreno, o homem mais bonito da Irlanda; vejo o seu peito alvo par baixo da túnica escarlate, segura por um broche de ouro; os seus olhos brilham como pedras preciosas e as suas brilhantes faces rosadas ficam em chamas quando salta, como um salmão, em cima do carro.”
- “Esse é CuChulainn”, gritou Medb, “e seremos reduzidos a pó pela sua cólera.”
Medb deu as boas-vindas aos heróis com uma cuia de água para refrescá-los e cinqüenta mulheres para atendê-los nos seus quartos de hóspedes. Disseram então a Ailill e Medb que tinham vindo procurar obter a sua opinião quanto à disputa sobre o prêmio de Bricriu; e todos amaldiçoaram Bricriu pela questão a que dera origem.
Ailill não conseguiu tomar uma decisão acerca dos três contendores e, assim, Medb chamou a si a questão: “Não há qualquer dificuldade em julgá-los”, disse Medb a seu marido, “pois Loegaire e tão diferente de Conall Cernach como o bronze acastanhado o é do ouro branco, e Conall Cernach e tão diferente de CuChulainn como o ouro branco o é do ouro verdadeiro.”
Mandou chamar Loegaire. “Considero-te rei de toda a Irlanda”, disse Medb, “vais ter o prêmio de campeão; tens de voltar para junto de Conchobar e dos homens do Ulster e mostrar-lhes isto como um testemunho da nossa escolha.” E deu-lhe uma taça de bronze, com a base decorada com um pássaro em de ouro branco. Loegaire bebeu o vinho nela contido e juntou-se com as suas cinqüenta mulheres na cama. Medb chamou depois Conall Cernach e disse-lhe o mesmo, dando-lhe uma taça de ouro branco com um pássaro dourado na base. Também ele bebeu o vinho e foi para a cama com as suas cinqüenta mulheres, reunidas por Sadb Sulbair, filha de Ailill e de Medb.
Finalmente, mandou chamar CuChulainn, e Ailill juntou-se a ela para a decisão. Ao herói foi dada uma taça de ouro verdadeiro, e o pássaro da base fora esculpido numa gema de inestimável valor. “És tu o campeão dos campeões”, disseram o rei e a rainha de Connaught, “e a tua mulher Emer é em nossa opinião, a primeira-dama do Ulster. Volta amanhã para Conchobar e reclama o prêmio.” CuChulainn ficou acompanhado na cama pela princesa Findabair.
Antes da sua partida, na manhã seguinte, os heróis divertiram a corte com as suas competições. Folgaram com o jogo de arremesso da roda. Loegaire só conseguiu atingir o topo da parede da sala, Conall Cernach bateu na viga mestra, para espanto da juventude de Connaught, porém, o arremesso de CuChulainn bateu na viga mestra com tanta força que a roda desapareceu pelo telhado e caiu no terreno exterior a distância de um braço.
CuChulainn tomou então as agulhas das centro e cinqüenta mulheres e atirou-as ao ar uma a uma de forma a que cada uma enfiasse no fundo da seguinte e formasse uma cadeia. Devolveu cada uma das agulhas a sua dona, perante a admiração da multidão que havia se reunido no pátio. Os três heróis despediram-se então de Ailill e Medb e da gente do forte de Cruachu e cada um deles regressou separadamente ao Ulster.
Conall Cernach e CuChulainn passaram por várias aventuras e quando finalmente chegaram ao forte de Conchobar, em Emuin Machae, encontraram a corte de luto. Loegaire chegara antes deles e, falsamente, anunciara as suas mortes. Sualtam, pai de CuChulainn, logo em seguida convidou todos para uma festa de boas-vindas. “Por que não deixar outro herói reclamar o prêmio de campeão?”, disse um dos homens do Ulster, durante a diversão. “Afinal, se qualquer destes três tivesse sido escolhido durante a sua estada em Cruachu, teria trazido para casa um testemunho como prova.”
Perante este desafio, Loegaire apresentou a sua taça e reclamou o prêmio de Bricriu. “O prêmio é para mim”, disse Conall Cernach, mostrando a sua taça, “pois a minha é uma taça de ouro e a tua e apenas de bronze.”
- “Então, sou eu o campeão dos campeões”, gritou CuChulainn, e mostrou a todos a taça de ouro verdadeiro com o seu pássaro de pedra preciosa. “Ailill e Medb decidiram”, exclamaram Conchobar e os homens do Ulster.
- “Concedemos-te o prêmio de campeão.”
Porém, Loegaire e Conall Cernach recusaram admitir a decisão e acusaram CuChulainn de subornar Addl e Medb. As espadas safaram de novo das bainhas. Conchobar deteve a luta e Senchae, o Sesato, afirmou que os três deveriam dirigir-se a Cu Roi de Munster, para uma decisão final.
Quando chegaram ao forte de Cu Roi, verificaram que este estava longe de casa, mas Blathnat, a sua mulher, fora instruída para lhes dar de beber e de comer até ao regresso do seu marido. Depois do jantar, Blathnat disse aos três que cada noite um deles deveria fazer a vigia, de acordo com as ordens de Cu Roi. Nessa noite foi à vez de Loegaire, porque era o mais velho. No momento em que o Sol se pôs, sentiram o forte girar como uma roda de moinho, pois Cu Roi, todas as noites, lançava um encantamento, para que nenhum inimigo pudesse encontrar o portão de entrada depois do escurecer.
Loegaire ficou de vigia enquanto os outros dormiam. Quando começou a alvorecer, um gigante emergiu do oceano, a oeste. Embora estivesse muito longe, o gigante parecia a Loegaire tão alto como o céu. Quando ele avançou, Loegaire viu que tinha nas mãos enormes troncos de árvore, que lançava violentamente contra si. Errara o alvo e o gigante, enfurecido, levantou Loegaire como um bebê e esmagou-o entre as mãos, como se estas fossem duas nós. O gigante atirou Loegaire por cima das muralhas de Cu Roi. Quando os outros encontraram seu corpo semimorto, pensaram que tinha tentado saltar as muralhas como um desafio aos outros homens.
Na noite seguinte foi à vez de Conall Cernach vigiar. Veio o mesmo gigante e causou-lhe as mesmas injúrias que Loegaire sofrera. A noite que se seguiu foi para CuChulainn. Foi uma noite terrível, pois fora profetizado que um monstro do lago abaixo da cidadela devoraria todos que ali habitassem.
Exatamente antes do nascer do Sol houve uma grande agitação na água, o que sobressaltou CuChulainn, pois este estava meio adormecido. Olhou por cima das muralhas e viu o monstro, que se elevou bem alto acima do lago. Voltou a cabeça e atacou o forte, abrindo a sua enorme boca para engolir cabana atrás de cabana. CuChulainn saltou bem alto e, no ar, mergulhou o braço na garganta da besta e arrancou-lhe o coração.
O gigante tentou, então, deitar a mão a CuChulainn, mas este foi muito rápido, executou o seu salto de salmão e, com a espada, golpeou o gigante. “Dou-te qualquer coisa, se me poupares a vida”, disse o gigante. “Quero o prêmio de campeão e que Emer seja a primeira-dama do Ulster.”, disse CuChulainn. “Concedido!”, declarou o gigante enquanto desaparecia na neblina matinal.
Cu Roi regressou no dia seguinte e ouviu contar as grandes façanhas de CuChulainn. De acordo com isso, concedeu-lhe o prêmio de campeão e os três heróis do Ulster partiram para casa. Uma vez mais, Loegaire e Conall Cernach recusaram o prêmio a CuChulainn, mas este estava cansado da controvérsia e o assunto ficou em suspenso.
Algum tempo mais tarde, Conchobar e os homens do Ulster estavam prestes a jantar, em Emuin Machae, quando apareceu um ogro medonho a porta, que os desafiou para o jogo da decapitação. Os três grandes heróis estavam ausentes e Muinremur aceitou o desafio. “As regras são estas”, gritou o gigante, “tu decapitas-me esta noite e eu decapito-te amanhã.”
- “Perfeitamente!”, disse Muinremur, rindo, pois não tinha a intenção de manter a sua parte do combinado com o insensato ogro.
O ogro colocou a cabeca no cepo e Muinremur decepou-a com um machado. Para surpresa de todo o ogro levantou-se, apanhou a cabeça e partiu, dizendo que voltaria no dia seguinte. Voltou na tarde seguinte, mas Muinremur não foi visto em parte alguma. O ogro protestou perante tal ultraje e outro guerreiro concordou em fazer à mesma combinação. Na noite seguinte também esse guerreiro desapareceu do caminho do ogro.
Isto aconteceu durante três noites e, na quarta noite, juntou-se muito gente no pátio para testemunhar o prodígio. CuChulainn estava presente e o ogro desafiou-o para o jogo da decapitação. CuChulainn não só lhe arrancou a cabeça com um só golpe como a fez em pedaços no chão. Mesmo assim, o ogre levantou-se, pegou os pedaços e partiu. Na noite seguinte o ogro voltou, sabendo que CuChulainn era um herói que mantinha a sua palavra.
- “Onde esta o herói CuChulainn?” perguntou o ogro.
- “Eu não me escondo daqueles como tu”, respondeu CuChulainn. “Pareces preocupado”, disse o ogro, “mas, pelo menos, mantiveste a tua palavra.” CuChulainn colocou a cabeça no cepo e o ogre levantou o machado; toda a gente susteve a respiração e voltou as costas. Quando baixou o machado, o ogro virou o gume de forma a que só o cabo apanhou CuChulainn pelo pescoço.
- “Agora levanta-te, CuChulainn!”, gritou o ogro, “pois, de todos os heróis do Ulster e até de toda a Irlanda, tu és o maior em termos de valor e de honra. Tu és o campeão dos campeões e o prêmio de Bricriu é somente para ti. A tua mulher Emer é a primeira-dama do Ulster. E se alguém discutir este fato, os seus dias estarão contados.”
Com estas palavras o ogro abandonou a sala, mas, ao sair, transformou-se em Cu Roi, filho de Daire, e assegurou que o seu julgamento dos três heróis fosse definitivo.
                 

Feitiço da Sorte

Feitiço PARA TER SORTE 

Feitiço de sorte para o Signo de Áries: Faça um banho com manjericão, palma de santa-rita, 6 folhas de cipreste, um girassol e um pouco de gerânio. Jogue tudo do pescoço para baixo durante a Lua Nova. Essa magia vai trazer força para o seu dia-a-dia.

Feitiço de sorte para o Signo de Touro: Este banho traz boas energias, basta você colocar em água quente malva-branca, papoula, açucena e pétalas de rosa branca. Quando amornar, jogue no corpo, do pescoço para baixo, em noite de Lua Minguante.

Feitiço de sorte para o Signo de Gêmeos: Pegue uma margarida, folhas de louro, um punhado de alecrim e vassourinha. Faça seu banho e jogue no corpo, do pescoço para baixo, em noite de Lua Cheia. Esta é uma boa proteção contra inveja.

Feitiço de sorte para o Signo de Câncer: Em uma noite de Lua Crescente, faça um banho colocando em água fervente arruda, malva-rosa, malva-branca, uma rosa e uma dália. Quando estiver morno, jogue no corpo para alcançar seus ideais.

Feitiço de sorte para o Signo de Leão: Este banho atrai boas vibrações. Em noite de Lua Nova, pegue 9 folhas de laranjeira, 3 levante-branquinha, 2 rosas brancas e 2 pétalas de violeta e coloque em 3 litros de água fervente. Deixe esfriar e jogue no corpo.

Feitiço de sorte para o Signo de Virgem: Numa noite de Lua Minguante faça um banho com folhas de sabugueiro, 3 rosas vermelhas, um pouco de guiné, um cravo branco e uma açucena. Isso irá ajudar a conservar a organização.

Feitiço de sorte para o Signo de Libra: Arrume um lírio, 2 orquídeas, 3 folhas de macieira, algumas folhas de cânfora e 10 folhas de limoeiro. Faça um banho com elas para atrair sorte para sua vida.

Feitiço de sorte para o Signo de Escorpião: Atraia boas energias fazendo um banho com um punhado de cordão-de-frade, uma dália, um amor-perfeito e 2 ramos de comigo-ninguém-pode. Jogue no corpo, do pescoço para baixo, em dia de Lua Crescente.
  
Feitiço de sorte para o Signo de Sagitário: Faça um banho com 3 gerânios, 3 violetas, 3 cravos amarelos e um pouco de cipó-pedrs. Jogue no corpo num dia de Lua Nova. Isso vai afastar todos os fluidos negativos.

Feitiço de sorte para o Signo de Capricórnio: Para abrir caminhos, faça um banho com arruda macho e arruda fêmea, um cravo branco, uma papoula, folhas de eucalipto, pinheiro e cana. Jogue a mistura no seu corpo numa manhã de Lua Minguante.

Feitiço de sorte para o Signo de Aquário: Em dia de Lua Cheia, faça este banho contra as más influências. Arrume folhas de salgueiro, orquídea, margarida, arrebenta-cavalo, fedegoso, folhas de bambu e banhe-se mentalizando a energia positiva.

Feitiço de sorte para o Signo de Peixes: Este banho traz protecção no lar. Pegue um pouco de guiné, 3 rosas brancas, um amor-perfeito, folhas de laranjeira e de manga. Faça um banho durante a Lua Crescente e jogue no corpo, do pescoço para baixo.

Olá